Dilwale Dulhania Le Jayenge (1995)

País: Índia

Duração: 3 h e 12 min

Gêneros:  Comédia, drama, musical, romance

Diretor: Adithya Chopra

IMDB: www.imdb.com/title/tt0112870/

O que falar de um filme que ficou em cartaz por 1009 semanas ininterruptas na Índia? Apenas uma frase: é um fenômeno! É um filme que se tornou parte integrante da cultura indiana e que vendeu três vezes mais bilhetes que a totalidade da população do país, que é o segundo mais populoso do mundo, ou seja, as pessoas já o viram por várias e várias vezes. Sua trilha sonora se tornou famosa não só no país, e uma de suas músicas, chamada “Mehndi Laga Ke Rakhna“, é obrigatória em todas as festas de casamento em vários países do mundo, principalmente na parte sul da Ásia. Em resumo, DDLJ (como ele é conhecido lá, apenas por sua sigla), é o filme mais conhecido da Índia e definiu um padrão para filmes indianos do gênero. Levou também os artistas Shahruck Khan e Kajol, que interpretam o casal de protagonistas, ao estrelato até os dias de hoje. Shahruck é chamado de “o rei da Índia”.

Em relação ao filme propriamente dito, cabe traduzir o título para melhor entendimento. É algo como “o grande coração vai levar a noiva”. Ao discorrer sobre o roteiro, vocês vão entender o porquê deste título. O filme conta a história de Simram, uma indiana não residente, que é informada pelo seu pai que vai se casar com o filho de seu amigo na Índia. Ao saber disso, ela pede para fazer uma viagem pela Europa com suas amigas e conhece Raj, um indiano não residente também e eles se apaixonam. Mais clichê impossível, entretanto, os indianos gostam de clichês (e os brasileiros também). Após o regresso, começa a guerra hilária para desfazer a promessa de casamento arranjado e conseguir a autorização do pai de Simram para que ela se case com seu amor proibido.

Quis salientar o fato de ambos os protagonistas serem indianos não residentes (e seus pais também) pois, apesar de viverem fora da Índia, mantêm as tradições hindus, como os casamentos arranjados pelos pais, o respeito pela pureza da mulher, etc. Numa cultura tão rígida como a indiana, qualquer questionamento sobre tais assuntos se torna algo muito polêmico e, de certa forma, o diretor foi bastante corajoso ao confrontar o amor e a mudanças de comportamento no mundo com tradição/costumes – talvez isso tenha sido o diferencial do filme. O roteiro não tem nada de novo, é uma história linear, simples, com poucas surpresas e, como já havia citado no parágrafo anterior, possui clichês sobre clichês que proporcionam um entretenimento fácil, leve, gratuito e saudável para todos.

Finalizando, é um filme muito bom, com algumas cenas exageradas e até mesmo um pouco bizarras – como uma briga no final -, com uma fotografia belíssima e uma trilha sonora marcante. Apesar de ser longo (era o filme com maior duração já produzido na Índia até o ano de produção), vale a pena ser assistido, mesmo que por curiosidade, pois, com um recorde de permanência desses, deve haver muitas qualidades na obra. E há! É o filme que redefiniu a forma de fazer cinema romântico na Índia.

O trailer segue abaixo.

Adriano Zumba

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