Barfi! (2012)

País: Índia

Duração: 2 h e 31 min

Gêneros:  Aventura, comédia, drama, romance – Masala (Clique para ver a descrição)

Diretor: Anurag Basu

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2082197/

Para os que estão acostumados a visitar o blog, logo nas informações gerais do filme temos uma novidade: um gênero chamado masala. Há um link para a Wikipedia sobre o mesmo. É um gênero comum na cinematografia indiana, que podemos tratar como uma contribuição do país para a sétima arte. Os demais filmes indianos comentados no blog e que pertencem a esse gênero serão atualizados.

Sobre o filme, há muito o que comentar. É mais um filme indiano especial. Daqueles de que é impossível não gostar. Foi o indicado pela Índia na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013 e ganhou vários prêmios Filmfare no mesmo ano (o Oscar indiano).

Barfi é um surdo-mudo cujo nome é derivado de Murphy (no filme vocês vão ver por que ele é chamado de Barfi). É um sujeito caracterizado como um”malandro do bem”, que irradia sentimentos positivos onde quer que passe e, em suas andanças, conhece Shruti, uma linda moça e sem deficiências. É aquele chamado amor à primeira vista, porém não é correspondido. Nada que Barfi não tire de letra com seu jeitinho especial para passar por cima dos problemas. Shruti está noiva e prestes a fazer um casamento de conveniência, mas Barfi planta uma sementinha em seu coração. Situação análoga viveu a mãe de Shruti: um amor cômodo e incompleto versus um amor incômodo e completo. Entre idas, vindas e separações, aparece uma personagem chave, Jhilmil, interpretada pela bela Priyanka Chopra, ex-Miss Mundo. Uma garota autista e amiga de Barfi desde a infância. Os dois juntos têm uma sinergia que pouco vemos até na vida real, e não demora muito para um sentimento mais forte brotar. Esse triângulo amoroso unido pelas semelhanças e deficiências vai proporcionar muitas emoções.

A palavra que sintetiza esse filme é a sensibilidade, pois as coisas são mostradas com uma delicadeza que chama a atenção. Até a deficiência de dois dos protagonistas não é tratada como mote da história, e isso não a deixa piegas. A trilha sonora é um exemplo de singeleza – além de beleza -, porque, com um protagonista que não escuta – e não fala -, a melodia das canções revela o humor de Barfi e cria todo o clima que as cenas necessitam. Em um roteiro que não segue uma linha do tempo linear, vemos a vida dos personagens principais da história desde a infância até a velhice, e as implicações das escolhas que cada um faz, tendo sempre como mote as relações amorosas e as trapalhadas as quais Barfi apronta. Ainda na seara amorosa, o filme sugere que as pessoas não percam as oportunidades que a vida proporciona, porque, mesmo que elas apareçam novamente, pode ser que a conjuntura tenha mudado e o sentimento não apareça com a mesma intensidade.  Não há como não destacar também a fotografia do filme, que abrilhanta ainda mais a história.

O bom observador vai notar, instantaneamente, coincidências com Chaplin, Buster Keaton e Amélie Poulin. Não consideremos plágio, e sim uma homenagem ao cinema genial, que já divertiu milhões de espectadores ao longo da história. Barfi também é um personagem genial.

O final é emocionante e especial como toda a obra. Vou até usar uma expressão da língua inglesa para defini-lo : é um “worthwhile movie“, ou seja, um filme que vale muito a pena ver.

O trailer segue abaixo.

Adriano Zumba

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