Baahubali : O início (2015)

País: Índia

Duração: 2 h e 20 min

Gêneros:  Ação, aventura, drama, fantasia, guerra

Diretor: S. S. Rajamouli

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2631186/

O filme indiano mais americano a que eu tive a oportunidade de assistir. Um show de imagens e efeitos especiais para o mundo ocidental ver e apreciar. Até a exibição do título é espetacular. Este é Baahubali, um filme indiano diferente, mas ao mesmo tempo tão familiar para nós que recebemos incontáveis filmes com as mesmas características. O importante é que, mesmo com tanta CGI (computer graphics interface) embutida, o filme não perdeu sua essência, pois há sim um pouco de masala (um gênero cinematográfico tipicamente indiano, que é caracterizado por uma salada de gêneros) e aquelas famosas danças, que já são marca registrada do cinema do país dos elefantes.

Em um roteiro não-linear, o qual percorre um intervalo de tempo de 50 anos na antiga Índia, é mostrada a história de Baahubali, um garoto que, no início do filme, escapa da morte e é criado por uma mulher de um reino diferente do seu. O caminho que trouxe Baahubali a este reino é fechado com pedras e a única maneira de voltar é escalando uma imensa cachoeira. O tempo passa rápido, Baahuballi vai se tornando adulto e, aos poucos, vai chegando ao topo da cachoeira. Um dia, quando ele conseguir alcançar o seu objetivo, parte em uma jornada em busca da descoberta de todos os segredos de sua origem e suas raízes.

Podemos considerar o filme como um épico, pois retrata o herói de um povo, cenários espetaculares e guerras apoteóticas. Particularmente, lembrei do filme americano chamado 300, devido a grande quantidade de cenas de luta nas quais o cinegrafista abusa da câmera lenta para dar bastante enfoque nos golpes. Há alguns exageros na construção dos personagens, principalmente Bahubali, que tem uma força meio sobre-humana e habilidades que outros homens comuns não têm, mas isto é diluído na narrativa que não nos deixa piscar. Isto pode ser explicado por ele ser considerado por muitos um Deus. Há também alguns deslizes nos efeitos visuais, que, às vezes, retiram a naturalidade de alguns movimentos, mas também passam despercebidos dada a qualidade do conjunto da obra. É ação na maior parte do tempo e uma batalha final digna dos melhores filmes hollywoodianos do gênero.

O final é inconcluso, porque existe a segunda e última parte deste épico, “Baahubali 2 – A conclusão“, cuja crítica pode ser lida clicando-se aqui. Repetindo a dose da primeira parte, com certeza proporcionará um entretenimento fácil e prazeroso aos fãs do gênero de ação e guerra. E o melhor de tudo desta dupla de filmes : foram produzidos na Índia, com toda a mistura de especiarias cinematográficas indianas, para o deleite dos mais diversos tipos de espectadores, desde os mais entendidos até os que procuram apenas diversão. Só posso encerrar manifestando minha grata surpresa com todos os atributos desta obra. É a prova que a Índia pode fazer cinema espetacular em pé de igualdade com os Estado Unidos.

O trailer, com legendas em português, segue abaixo.

Adriano Zumba

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