Kabhi kushi kabhie gham… (2001)

País: Índia

Duração: 3 h e 30 min

Gêneros: Drama, musical, romance

Diretor: Karan Johar

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0248126/

Um filme que reuniu em seu elenco alguns dos mais famosos artistas indianos de duas gerações diferentes. O veterano Amithab Bachchan, considerado o maior ator do país, o par romântico mais querido da população, Shah  Ruck Khan e Kajol e a garota prodígio Kareena Kapoor. Este elenco estrelado já nos dá motivos mais do que suficientes para assistir ao filme mas KKKG (abreviação do título) oferece muito mais do que artistas famosos e tem uma temática que coloca em rota de colisão dois conceitos que praticamente complementam-se na sociedade indiana : a instituição familiar e as tradições seculares do país. Este é um exemplo do típico cinema indiano que foi disseminado no país e no mundo, principalmente na década de 90.

O filme conta a história da família Raichand, uma rica família indiana cujo patriarca chama-se Yashvardhan Raichand (Amithab Bachchan), um homem sério, apaixonado pela esposa e filhos e seguidor ferrenho das tradições indianas. Seus filhos são Rahul (Shah  Ruck Khan), o mais velho e adotado, e Rohan (Hrithik Roshan), o mais novo e o “filho de sangue”. Rahul, herdeiro do império dos Raichand, por ser o mais velho, um dia, apaixona-se pela bela filha do dono da padaria, Anjali (Kajol), e isto o coloca em conflito com seu pai que já havia “arrumado” seu casamento com uma moça do seu mesmo nível social. Este fato trata de separar a família trazendo muito sofrimento a todos e então, agora, cabe a Rohan ir atrás de seu irmão mais velho após 10 anos, convencê-lo a voltar para casa e enfrentar a intransigência de seu pai que é uma fortaleza.

Temos um filme com a chamada temática padrão em filmes indianos. Um enorme problema familiar causado pela adoção de tradições ultrapassadas na já atual sociedade indiana do começo do século XXI (época do filme) através dos tais casamentos arranjados que sempre mexeram com a cabeça de filhos e filhas de famílias tradicionais os quais eram obrigados a aceitar uma decisão que poderia mudar, para sempre, o rumo de suas vidas, inclusive abdicando de um potencial sentimento por alguém não contemplado(a) na escolha dos pais.

O filme claramente divide-se em duas partes : a primeira conta a história de amor de Rahul  e Anjali e a segunda mostra a jornada de Rohan em Londres com seu irmão e sua interação com Pooja (Kareena Kapoor), irmã de Anjali, uma garota exageradamente afetada, a versão indiana de uma patricinha de Beverly Hills. Esta subdivisão bem definida mostra bem as diferenças da vida ocidentalizada e da vida pregada na Índia, repleta de restrições impostas pela cultura do país.

É um filme com cara de novela mexicana que “carrega” suas cenas no intuito de obter do espectador sentimentos intensos : risos frenéticos e choros compulsivos. Esta é uma fórmula bastante aplicada na produção de filmes masala (multi-gêneros)  indianos e agrada à maioria das pessoas comuns apesar de causar repulsa em espectadores mais exigentes por acharem algo meio forçado e até “trash“. Recomendo que “limpem a alma”de pré-julgamentos e deixem-se levar pela história pois ela tem um grande potencial de prender a atenção e proporcionar um bom entretenimento com emoções à flor da pele. Não deixa de ser uma história interessante apesar de comum em roteiros de filmes indianos.

O roteiro é padrão mas outros aspectos técnicos são espetaculares. É um filme muito rico, com cenários e locações suntuosas, uma trilha sonora, fotografia e coreografias das mais belas da história de Bollywood, figurinos luxuosos e, é claro, muita cor e alegria que são marcas registradas do cinema indiano.

Apesar de muito longo, KKKG, que significa “ÀS VEZES FELICIDADE, ÀS VEZES TRISTEZA” é mais um “must see movie” da terra dos elefantes que nos ensina que o amor é supremo e suplanta qualquer obstáculo que aparece em seu caminho. A família, com todos as suas imperfeições, é a instituição que provê a força-motriz para guiar o caminho de seus integrantes em busca da felicidade.

O último comentário é que após assistir a este filme, constatei que os indianos realmente nasceram para dançar.

O trailer segue abaixo.

Adriano Zumba

 

 

 

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